Review: Street Fighter 30th Anniversary Collection chegou hoje com diversas novidades

Hoje foi lançado para Nintendo Switch, PlayStation 4, Xbox One e Steam a mais nova coleção de clássicos da série Street Fighter, e nesta matéria vou tentar apresentar um review escrito, no qual estou ainda testando desde a forma de apresentação até meus critérios de avaliação.

Street Fighter 30th Anniversary Collection traz 12 jogos da série e chega com diversos modos de jogo, porém ainda com algumas exclusividades em determinadas versões ou console.

Os jogos da coleção são os 12 abaixo, com destaque colorido para os únicos 4 jogos que possuem modo treino e modo online, o que acredito ser um erro, pois estas características deveriam ter sido disponibilizadas para todos os 12 jogos e não somente 4.

  • Street Fighter
  • Street Fighter II
  • Street Fighter II: Champion Edition
  • Street Fighter II: Hyper Fighting 
  • Super Street Fighter II
  • Super Street Fighter II Turbo
  • Street Fighter Alpha
  • Street Fighter Alpha 2
  • Street Fighter Alpha 3
  • Street Fighter III
  • Street Fighter III: 2nd Impact
  • Street Fighter III: Third Strike

 

O modo treino, disponível apenas para alguns jogos, parece ser bem rico em opções.

 

Todos os jogos respeitam suas características dos arcades clássicos, nos quais fizeram sucesso em sua época, com seus prós e contras. O elenco e modos de jogo não estão tão variados quanto em versões caseiras e personagens como Gouki (Akuma) são permitidos no modo online de Super Street Fighter II Turbo (para delírio ou pesadelo dos jogadores).

Quanto à jogabilidade, pelo que percebi ainda não é possível mapear para um só botão a função de apertar 3 socos ou 3 chutes ao mesmo tempo, o que apesar de respeitar os arcades  não dá aos jogadores a opção da escolha, o que pode fazer com que alguns (principalmente os que foram apresentados aos jogos em determinados consoles) fiquem insatisfeitos. A falta de modos em alguns games vai certamente prejudicar este aspecto, mas com relação às respostas dos comandos o jogo parece estar bem fluído.

Problemas como seleção de Gouki (Akuma) no modo online de SSF2T ou mesmo o  não tão permissivo mapeamento de botões são bem passíveis de serem corrigidos via atualização, se assim a Capcom decidir. O que não pode ser resolvido é a questão da coleção não ser, ao contrário do que o marketing prega, uma perfeita experiência arcade, uma vez que o hardware usado atualmente não é o mesmo daquela época e, convenhamos, para ser uma experiência arcade perfeita teríamos que jogar todos pelo menos em uma boa TV ou monitor de tubo ou melhor ainda, numa máquina arcade. Mesmo com tudo isso, tirando por quem está jogando e já anda expressando suas opiniões, a velocidade e resposta do jogo parecem bem satisfatórias e, acrescentando a isso, foram adicionados alguns filtros de imagem interessantes, sendo eles: “Arcade Filter“, “Widescreen” (não recomendo), “TV Filter” (padrão) e “No Filter” (sem filtro). O jogo é retrô, foi feito originalmente para TVs de tubo com proporção 4×3, então não há como reclamar dos lindos sprites por causa de limitações de hardware atuais.

 

 

Os modos do jogo são os seguintes:

  • Arcade Mode Offline: Aqui você joga contra o computador sem a possibilidade de alguém interferir “colocando ficha” contra você. Ideal para quem quer jogar sozinho e terminar os jogos.
  • Versus Mode: Aqui você pode jogar partidas locais contra outra pessoa e se divertir em casa.
  • Training Mode: O modo treino está disponível apenas para 4 jogos mas possui diversas opções modernas que irão ajudar o jogador a dominar seus personagens.
  • Arcade Mode Online: Idêntico ao modo arcade offline, mas com a possibilidade de jogadores te desafiarem ao longo de seu percurso.
  • Ranked Match: Partidas ranqueadas online que valem classificação em um raque disponível para todo o público.
  • Casual Match: Partidas online sem a pressão de ter um ranque.
  • Lobbies Até quatro jogadores podem estar dentro de uma sala privada e escolher um entre os 4 jogos com modo online para jogar. Se mais de um jogo for selecionado, então uma votação será aberta para decidir qual é o jogo da sala. É possível assistir os jogadores enquanto a ação acontece, como espectadores.
  • Super Street Fighter II: The Tournament Battle: Este modo é exclusivo do Nintendo Switch. Nele um máximo de 8 jogadores usando 4 consoles podem jogar, usando uma rede sem fio, e se divertir num torneio organizado por eles mesmos, competindo em chaves e coroando um campeão. Se você tiver tantos companheiros de jogos assim dá para juntar todos numa lanchonete e jogar de boa! Um vídeo com este modo sendo usado está logo abaixo:
    https://youtu.be/ferfY349I54
  • Museum: Dentro do museu você pode acessar o modo History, para saber detalhes sobre os datas importantes da franquia e ver  também artes conceituais dos personagens.
    Há também o modo Characters, no qual o jogador pode saber detalhes de cada personagem, até tipo sanguíneo e preferências pessoais, podendo ainda ver frame a frame cada animação que o personagem teve em suas aparições nos jogos!
    Por último há o modo Music, no qual o jogador pode ficar escutando o quanto quiser as músicas clássicas do jogo que fazem as crianças de ontem se emocionarem até hoje de tanta nostalgia!

 

Achei incrível a ideia da coleção e me empolguei bastante quando soube da mesma. Fiquei um pouco desconfiado quando os primeiros vídeos, feitos por pessoas que receberam cópias de teste antecipadas da Capcom, mostraram a ausência de modos de treino. Após o lançamento, do meu ponto de vista, a Capcom perdeu uma perfeita chance de lançar uma coleção completa e definitiva dos clássicos da série Street Fighter. No lugar de se propor a lançar uma coleção que se aproxima dos arcades, deveria ter lançado uma coleção que carregasse o melhor de cada geração dos jogos, deixando para o jogador escolher feliz entre todas as versões mais completas entre Street Fighter 1 e Street Fighter III 3rd Impact. Muitas funcionalidades interessantes foram perdidas pela exclusão de determinadas versões do jogo, desde as múltiplas escolhas de versões de personagens em Hyper Street Fighter II, até a completude de características de Street Fighter Alpha 3 Max, entre outros.

Ao passo que temos modos muito legais, como o Museum, a falta de cuidado em outros aspectos, como por exemplo permitir a escolha de um personagem quebrado como Akuma no modo online de Super Street Fighter II Turbo e, além disso, de só ter implementado modo online e treino para um terço da coleção, fizeram com que as inovações apresentadas em termos de qualidade deste mesmo modo treino e o modo exclusivo do Nintendo Switch não pudessem brilhar tanto quanto possível na avaliação do jogo. Acredito, particularmente, que uma pesquisa de opinião bem feita entre jogadores tanto de longa data quanto novos, combinada com um maior cuidado no desenvolvimento e concepção do jogo, poderiam ter ajudado a produzir uma coleção mais robusta e certamente mais satisfatória para todos, inclusive a própria Capcom.

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Fontes: Capcom Unity, Shoryuken

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